A locomotiva, o trem e o ferroviário: imagem e memória de uma masculinidade narrada no sul do Brasil

Guillermo Stefano Rosa Gómez

Resumen


Este artigo centra-se na produção da masculinidade no trabalho ferroviário, desde o enfoque interpretativo que privilegia a temporalidade, a memória narrada, a imagem e o imaginário. A investigação tem como base o material produzido em uma etnografia realizada durante três anos (2015-2018) entre trabalhadores ferroviários aposentados e suas famílias, residentes na cidade de Pelotas, região sul do Brasil. Interpreto a identidade narrativa de um maquinista aposentado, Orlando Chagas, dando vazão às imagens que constituem esse ato de “apresentar a si mesmo”: seu acervo de fotografias, um filme hollywoodiano de ação e a própria narrativa oral. O gênero, nas memórias de trabalho do maquinista, é atribuído ao trem e oscila entre o feminino, “a locomotiva” para o masculino, “o trem”. Enquanto “a locomotiva” pode possuir diferentes apelidos carinhosos, “o trem” está sempre em luta ou duelo com o maquinista, embate no qual a vitória do homem representa a afirmação do talento profissional, da condição masculina e da duração do si mesmo, frente à descontinuidade da sua profissão

Palabras clave


Memória do Trabalho; Imagem; Masculinidade; Ferroviários

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Revista Latinoamericana de Antropología del Trabajo ISSN 2591-2755

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