O trabalho extrativista da piaçaba em Barcelos-AM, Brasil: servidão por dívida e resistência dos piaçabeiros

Elieyd Sousa de Menezes

Resumen


A extração das fibras de piaçaba a partir do sistema de “aviamento” em Barcelos-AM vem sendo denunciada pelos trabalhadores extrativistas, os piaçabeiros, como trabalho degradante. Seja por causa da servidão pela dívida, pela insalubridade nos piaçabais, ou pelo acesso restrito aos rios. Objetivo neste artigo refletir sobre as relações sociais envolvendo estes agentes no que tange às formas de dominação e resistência frente aos “patrões” das quais estes estão subordinados. Em 2013 o Ministério Público Federal procede às denuncias e classifica tal atividade como análoga à escravidão. Os piaçabeiros se autodefinem indígenas tariano, tukano, baniwa, baré, arapaço, werequena e tuyuca, assim como não-indígenas e ribeirinhos e trabalham para comerciantes conhecidos como “patrões”. Os dados aqui apresentados foram construídos entre 2007 e 2017 a partir da constituição de uma relação de pesquisa com os piaçabeiros através do trabalho de campo, da qual além de observação direta, entrevistas, registros de material iconográfico e receptor de GPS foram feitos.  Em Barcelos-AM o aviamento rege as relações comerciais, que envolve laços familiares, relações de poder e nele, formas de dominação e resistência, mesmo que cotidiano e invisível.


Palabras clave


piaçabeiros, trabalho, resistência

Texto completo: PDF XML

Refbacks

  • No hay Refbacks actualmente.


Revista Latinoamericana de Antropología del Trabajo ISSN 2591-2755

Licencia Creative Commons
Licencia Creative Commons Atribución-NoComercial-CompartirIgual 4.0 Internacional