Trabalho e resistências miúdas: astúcia, barganha e negociação

Jaime Santos Júnior

Resumen


Nos últimos 40 anos, nas Ciências Sociais, houve um crescimento exponencial de análises que versam, direta ou indiretamente, sobre manifestações consideradas como sendo práticas de resistência. O termo é mobilizado em diferentes acepções e contextos servindo, não raro, como um conceito "guarda-chuva", carente de consistência e rigor analítico. Por outro lado, e dada a proeminência que a temática da dominação e da exploração obteve no noticiário das ideias, falar em "resistências", no plural, significa também deslocar ligeiramente a perspectiva de análise para recuperar um aspecto caro às relações sociais, a capacidade de agência dos indivíduos. À luz de pesquisa sobre o cotidiano de trabalho no corte de cana de açúcar, na região Nordeste do Brasil, propomo-nos aexplorar alguns dos limites e vantagens em se trabalhar com o conceito de resistência. Espera-se, com isso, calibrar ferramentas de análise e modos de conceituação que nos permitam seguir formulando questões sobre a dramaturgia dos conflitos e as formas diversas de contestação.

Palabras clave


resistência; trabalho; agência; conflitos sociais.

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Revista Latinoamericana de Antropología del Trabajo ISSN 2591-2755

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