Além do descanso: os lugares da “folga” no trabalho em padarias (Rio de Janeiro, Brasil)

Antônio Carriço

Resumen


Partindo de uma pesquisa etnográfica sobre o trabalho em padarias, realizada no Rio de Janeiro, proponho analisar os lugares que a “folga” (o dia na semana em que não se trabalha) ocupa e os processos que engendra nesse cotidiano.  Mais que apenas a reprodução fisiológica da força de trabalho, estão em jogo: a) a mediação entre o trabalho e os demais aspectos da vida; b) oportunidades de mudar de posto ou consolidar uma posição, na folga de outro, ou o perigo de perder o lugar, seja por ausentar-se, seja por se recusar a trabalhar durante sua folga; c) a configuração de um “teste” para novos funcionários, pela supressão prolongada da primeira folga a que teriam direito. Ao conjugar dimensões individuais e coletivas, reprodução fisiológica, controle laboral, estratégias de trabalhadores e percepções sobre trabalho e esforço, a folga se revela um componente fundamental para compreendermos as percepções desses trabalhadores sobre sua atividade e sobre a maneira como se inserem no mundo.


Palabras clave


Padarias; Jornada de trabalho; Folga; Etnografia; Trabalho

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Revista Latinoamericana de Antropología del Trabajo ISSN 2591-2755

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